Pesquisa vê mudanças de hábitos do consumidor no pós-Covid

Levantamento contratado pela Febraban foi realizado no início deste mês e mostra otimismo do consumidor brasileiro após fim da pandemia.

Uma pesquisa feita pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) em parceria como Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) prevê mudanças de hábitos do brasileiro após a pandemia do novo coronavírus.

O “Observatório Febraban”, novo estudo mensal da entidade, ouviu mil correntistas de bancos entre os dias 1º e 3 de junho. A iniciativa é parte de uma série de medidas da entidade para ampliar a aproximação do setor com a população e a economia real, de forma cada vez mais transparente.

Observatório: 78% pretendem ir mais ao supermercado

Segundo o presidente do Ipesque, Antônio Lavareda, as pessoas “estão aos poucos superando medos e incertezas, dispostas a adquirir bens e serviços, a realizar seus sonhos antigos e também os novos que surgiram durante essa experiência inimaginável”.

Entre outros dados, o estudo identificou que:

45% dos entrevistados afirmam que irão dedicar mais tempo à família e aos filhos;

30% pretendem aumentar as compras feitas via e-commerce;

28% planejam usar mais os serviços de delivery;

27% querem aumentar o trabalho na modalidade home office;

37% preveem, por outro lado, diminuir suas viagens – o que pode indicar receio de contaminação pela Covid-19.

Recuperação da economia

De acordo ainda com o estudo, 49% dos entrevistados acredita que suas finanças voltarão ao patamar de antes da pandemia em até um ano e 21% apostam que a retomada poderá se dar ainda mais rápida, em até seis meses.

Para o presidente da Febraban, Isaac Sidney, a pesquisa indica para “recuperação mais rápida da economia”, com base nas respostas dos entrevistas no item que trata das intenções de consumo.

O que diz a pesquisa:

58% dos entrevistados pretendem manter ou aumentar seu volume de compras;

60% também querem manter ou elevar seu uso do cartão de crédito;

15% planejam usar crédito bancário na compra de material de construção para reformar seu imóvel;

15% têm intenção de financiar a compra de imóveis, apontando o potencial desse mercado;

14% dizem também que irão contratar financiamento para adquirir carros e motos.

Varejo

O levantamento vai além e mostra que há boas perspectivas para o comércio. Existe, por exemplo, intenção de manter ou aumentar a frequência aos supermercados em 78% dos pesquisados.

Outros negócios também registram intenções elevadas de continuar ou elevar a frequência, como salões de beleza (66%), comércio de rua (55%), bares e restaurantes (47%) e shoppings (47%). “Sinal que pode haver um respiro a caminho dos varejistas”, complementa Isaac Sidney.

Com informações da Febraban

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