Jornalista Gilberto Dimenstein morre aos 63 anos, em São Paulo

Ele lutava contra um câncer no pâncreas há nove meses. O profissional criou o site Catraca Livre em 2009.
Jornalista Gilberto Dimenstein (Foto: Divulgação/Catraca Livre)

O jornalista e escritor Gilberto Dimenstein, 63 anos, morreu hoje (29), em São Paulo. Ele lutava contra um câncer no pâncreas desde 2019. O site Catraca Livre publicou uma nota lamentando a morte do seu criador. “Dimenstein inspirou uma legião de jornalistas, educadores e comunicadores, ávidos por Justiça, por verdade e por conhecimento. Ao nosso mestre, nosso muito obrigado”.

Na íntegra, a nota publicada no Catraca Livre:

É com profunda tristeza que a Catraca Livre anuncia o falecimento de seu fundador, Gilberto Dimenstein, aos 63 anos de idade. Dimenstein morreu nesta sexta-feira, 29, às 9h, enquanto dormia. O escritor, educador e jornalista deixa dois filhos, Marcos Dimenstein e Gabriel Dimenstein, a esposa, Anna Penido, e um netinho. Ele travava uma luta contra um câncer no pâncreas há nove meses.

Em sua última entrevista, ao UOL, Dimenstein afirmou que estava vivendo “uma história de amor com o câncer”. Os tratamentos não estavam adiantando, e o jornalista não resistiu.

Gilberto Dimenstein nasceu em 28 de agosto de 1956, em São Paulo, filho de pernambucano de origem polonesa e de uma paraense de ascendência marroquina. Formado em jornalismo pela faculdade Cásper Líbero, Dimenstein fez sua carreira jornalística no jornal Folha de S. Paulo, onde atuou por 28 anos. Também foi comentarista da Rádio CBN. Criou a Catraca Livre em julho de 2009, quando sentiu a necessidade de agrupar, em uma única plataforma, os eventos culturais gratuitos da cidade de São Paulo.

Dimenstein ganhou dois Prêmios Esso de Jornalismo – em 1988, na categoria Principal, com a reportagem “A Lista da Fisiologia”, e, no ano seguinte, na categoria Informação Política, com “O Grande Golpe”, ambas publicadas pela Folha de S.Paulo -, dois Prêmios Líbero Badaró de Imprensa e o Prêmio Jabuti de Literatura de Melhor Livro de Não-Ficção em 1993, com “O Cidadão de Papel”.

Mas, muito mais do que isso, Dimenstein inspirou uma legião de jornalistas, educadores e comunicadores, ávidos por Justiça, por verdade e por conhecimento. Ao nosso mestre, nosso muito obrigado.

 

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